domingo, 19 de junho de 2011

Preciso de alguém comigo hoje,


pra falar de nada. Eu só preciso sentir que estou segura, que não estou sozinha. Eu preciso de um olhar sincero, de besteirinhas ao vento, da amizade sólida. Preciso de algum lugar que não me faça pensar, de um chá bem quente pra dissolver meus devaneios. Preciso ver minha confiança em algum lugar bom, preciso de algumas roupas na mochila e um pôr-do-sol meio alaranjado. Preciso de um recomeço, mas antes, preciso ver meu porto seguro.

 Às minhas amigas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Uma pergunta:


quantas vezes uma garota tomou conta da sua mente, da sua alma, do seu tudo, e se tornou a sua vida? Eu arrisco uma resposta: no máximo uma. E no caso de ter acontecido, hoje você não permite que isso ocorra, não é mesmo? Se machucou demais, ou errou demais. Tem medo de tudo se repetir, e evita lembrar dela por não querer lembrar que ainda a ama. Finge estar bem, feliz, e até realizado, mas sua vida sem ela não passa de uma grande farça, uma encenação mal feita. Sua face mente, o dia mente. A luz da lua reflete a verdade todas as noites, e você torna a chorar. Peculiar ficar prevendo o passado, mas é óbvio. Covardia da sua parte, ou ironia do destino?

domingo, 27 de março de 2011

Ele já teve


um coração de ouro. Hoje em dia é feito de pedra - isso se ainda houver coração. Seus olhos envenenam minha alma de modo que eu perca a capacidade de ser racional; são olhos dissimulados, tem o poder de me tirar do estado sóbrio. É como tomar whisky sem se preocupar com o número de doses.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Hoje passei em uma rua


que me lembra lágrimas. A aflição tomou conta de mim, meus olhos se rebelaram, meu peito alternava entre a tristeza e a raiva. Tentei não demonstrar, mas não houve jeito: minha mãe, mesmo dirigindo percebeu e susurrou: É uma rua como outra qualquer. Deveria ser, e eu realmente queria que fosse. Mas, ao mesmo tempo, me recuso a aceitar meu desejo.