quinta-feira, 21 de abril de 2011

Uma pergunta:


quantas vezes uma garota tomou conta da sua mente, da sua alma, do seu tudo, e se tornou a sua vida? Eu arrisco uma resposta: no máximo uma. E no caso de ter acontecido, hoje você não permite que isso ocorra, não é mesmo? Se machucou demais, ou errou demais. Tem medo de tudo se repetir, e evita lembrar dela por não querer lembrar que ainda a ama. Finge estar bem, feliz, e até realizado, mas sua vida sem ela não passa de uma grande farça, uma encenação mal feita. Sua face mente, o dia mente. A luz da lua reflete a verdade todas as noites, e você torna a chorar. Peculiar ficar prevendo o passado, mas é óbvio. Covardia da sua parte, ou ironia do destino?

domingo, 27 de março de 2011

Ele já teve


um coração de ouro. Hoje em dia é feito de pedra - isso se ainda houver coração. Seus olhos envenenam minha alma de modo que eu perca a capacidade de ser racional; são olhos dissimulados, tem o poder de me tirar do estado sóbrio. É como tomar whisky sem se preocupar com o número de doses.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Hoje passei em uma rua


que me lembra lágrimas. A aflição tomou conta de mim, meus olhos se rebelaram, meu peito alternava entre a tristeza e a raiva. Tentei não demonstrar, mas não houve jeito: minha mãe, mesmo dirigindo percebeu e susurrou: É uma rua como outra qualquer. Deveria ser, e eu realmente queria que fosse. Mas, ao mesmo tempo, me recuso a aceitar meu desejo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Hoje




deixei lágrimas caírem quase que sem perceber. Parece-me que certas fotos possuem o poder de deixar meu coração em retalhos. E aquelas palavras tornaram minha vida uma luta entre a lógica e a sensibilidade. Nada disso me deixa continuar, por mais que tudo indique que seja o certo. Pergunto-me se tudo ficará bem, ou se meu destino seria um cretino. Quero viver sem passar noites em claro por uma coisa que, hoje, talvez só exista dentro de mim. Viver assim é um tormento, uma tortura, um pesadelo.